Como as Tecnologias Sociais da Memória podem inspirar ações em um mundo em crise? Essa é a provocação central da 1ª Conferência Internacional de Tecnologias Sociais da Memória, que acontece em outubro e novembro de 2025, com atividades virtuais e presenciais em São Paulo. O evento será um marco para pesquisadores, educadores, artistas, ativistas e demais profissionais interessados em memória, justiça climática e cultura.
A Conferência é realizada pelo Museu da Pessoa, em parceria com o SESC Centro de Pesquisa e Formação e o StoryCenter (EUA), que, desde 2006, promove Digital Storytelling Conferences em parceria com universidades e organizações internacionais, proporcionando à comunidade global uma oportunidade de trocar ideias e compartilhar experiências.
A Conferência Internacional de Tecnologias Sociais da Memória integra a programação da 12ª Conferência Internacional de Digital Storytelling, realizada pela primeira vez no Sul Global.
A Conferência é um encontro inédito que reúne vozes de diferentes partes do mundo e do Brasil — de guardiões da memória indígena a agentes culturais, de Pontos e Pontões de Cultura a organizações que atuam com patrimônio e memória viva. Com uma abordagem inclusiva e transdisciplinar, o evento é um convite para quem acredita no poder das histórias e dos saberes populares como força de transformação diante dos desafios globais.
Líder indígena, ambientalista, filósofo, poeta, escritor brasileiro da etnia indígena Krenak e Imortal da Academia Brasileira de Letras. Orientador do Programa Vidas Indígenas do Museu.
Mulher indígena guatemalteca e vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1992, é ativista dos direitos humanos e Embaixadora da Boa Vontade da UNESCO.
Tema do biênio do Museu da Pessoa.
Conheça histórias de vida relacionadas com justiça climáticas, presente no acervo do Museu da Pessoa.
“Porque a gente mora na favela, não podemos ter uma favela mais organizada, limpa? Afinal de contas, nós moramos aqui. Se eu posso fazer alguma coisa, eu vou fazer.”
Josefa Maria da Conceição Santos
“Em 1978 já veio a construção da hidroelétrica. Todos os colonos, tanto indígena ou animais que estivam por lá eram pegos e levados para cativeiro, se fosse indígena, era levado para outra aldeia.”
Simão Ocoy
Líder do povo Avá Guarani“Dá um valor diferente você entender que a vida não é só o que a gente vive aqui. Acaba motivando, porque a minha pesquisa é sobre como afetamos o planeta como um todo. Mas, no fundo, é para melhorar a sociedade.”
Celso Von Randow